domingo, 21 de fevereiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
Fadados a amnésia
Um pensamento perturbador, se pronunciou frente a mim.
Somos seres sem memória. A vida em si não tem memória. Teria ela lembranças de sua história?
Somos como cegos tateando no escuro, não temos percepção de quem somos e de onde viemos. Lutamos desesperadamente para resgatar indícios de quem somos e juntar evidências perdidas que nos apontem caminhos para revelar quem somos nos.
Se somo todos partes de uma única membrana universal, porque não podemos aceder a nossa própria história?
A própria civilização humana não se identificava além de algumas centenas de gerações passadas. Acreditávamos prover de uma origem criacionista. O que acontece com nossas memórias, temos que nos agarrar a registros evanescentes que nos recordem constantemente de quem somos. Não possuímos em nos mesmos formas de nos reconhecer.
Como na fábula do filme amnésia, temos que escrever em todos os lugares quem somos e o que fizemos para nos localizarmos. Como toupeiras andamos tateando caminhos ocultos.
Somos destinados a obliteracão.
Somos seres sem memória. A vida em si não tem memória. Teria ela lembranças de sua história?
Somos como cegos tateando no escuro, não temos percepção de quem somos e de onde viemos. Lutamos desesperadamente para resgatar indícios de quem somos e juntar evidências perdidas que nos apontem caminhos para revelar quem somos nos.
Se somo todos partes de uma única membrana universal, porque não podemos aceder a nossa própria história?
A própria civilização humana não se identificava além de algumas centenas de gerações passadas. Acreditávamos prover de uma origem criacionista. O que acontece com nossas memórias, temos que nos agarrar a registros evanescentes que nos recordem constantemente de quem somos. Não possuímos em nos mesmos formas de nos reconhecer.
Como na fábula do filme amnésia, temos que escrever em todos os lugares quem somos e o que fizemos para nos localizarmos. Como toupeiras andamos tateando caminhos ocultos.
Somos destinados a obliteracão.
sábado, 9 de janeiro de 2010
NASASpace echoes
No intervalo entre uma leitura e outra pra acabar o mestrado, editei esse video e compus essa trilha, juntei os dois pra ver o que dava.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Mundo High Definition!
O mundo caminha irreversivelmente para uma configuração High Definition (HD).
O que parece uma mudança meramente técnica, tecnologica, formal, é na verdade toda uma nova leitura da realidade, uma construção do real com outro nível de definição.
Tornamos-nos Highdef. Progressivamente HDziamos nossos corpos, mulheres, musica, relacionamentos. É a máxima definição gerando o padrão de transparência e precisão onde o ruido e o imperfeito não são tolerados. O problema de tornao o mundo HD é que ele perde em medida contraditoria, os seus contornos, suas linhas, seus contrastes. HD é altamente definido e sendo definido, não deixa espaço para pensar. Os games são tão nítidos que pouco sobra para a imaginação. Os filmes são tão ultra perfeitos que a imperfeição causa até aversão.
Adentramos num mundo Highdef, estamos iniciando um processo de alta qualidade, sobre humana de definição, mas matamos o não definido. Ser anti HD seria ser revoltado. ?
Texto em aberto para edição: Teste postagem via Google Docs
O que parece uma mudança meramente técnica, tecnologica, formal, é na verdade toda uma nova leitura da realidade, uma construção do real com outro nível de definição.
Tornamos-nos Highdef. Progressivamente HDziamos nossos corpos, mulheres, musica, relacionamentos. É a máxima definição gerando o padrão de transparência e precisão onde o ruido e o imperfeito não são tolerados. O problema de tornao o mundo HD é que ele perde em medida contraditoria, os seus contornos, suas linhas, seus contrastes. HD é altamente definido e sendo definido, não deixa espaço para pensar. Os games são tão nítidos que pouco sobra para a imaginação. Os filmes são tão ultra perfeitos que a imperfeição causa até aversão.
Adentramos num mundo Highdef, estamos iniciando um processo de alta qualidade, sobre humana de definição, mas matamos o não definido. Ser anti HD seria ser revoltado. ?
Texto em aberto para edição: Teste postagem via Google Docs
sábado, 11 de julho de 2009
Publicidade, a disciplina do "fora"
Colaborou com este texto, mesmo sem saber, o Blog do OSHO e seu texto "Ego o falso centro"
O ego é em primeira análise, aquilo que nos define enquanto seres individuais, porém ele é na verdade nosso eu social, nossa projeção daquilo que os outros definem quem somos, é a "forma" da sociedade imposta sobre nós. isso nos deixa sem espaço para o verdadeiro eu, aquele que surge do entendimento de que são falsidades, farças (CF. Flusser) que quando entendidas cmo farças se desfazem, sem mais problemas, no jogando diretamente em contato com aquilo que somos.
Bem, eu como ser vivente em dois universos que são aparentemente conflitantes, a publicidade e o Design (Design no modo sistêmico, ñ o Design que é ensinado em qq esquina ou em tutoriais e a venda no mercado Livre). Bem, é fácil entender a publicidade e como ela funciona em ambientes egocêntricos. Ela é por definição uma disciplina egocêntrica, lida com campos superficiais e estritamente funcionais da sociedade, lida com aquilo q é aparente e funcional para o organismo social.
Assim toda seu estrutura ida somente com superficialidades e é impossível para ela ser diferente disso, pois é uma ferramenta de formação social e moral. É inerente a sua estrutura buscar o uniforme. É socialista, pois alinha em sociedade e é contra qq forma de individualização, a pesar de dizer isto em seus slogans, mas busca um padrão homogéneo de conduta social. Neste ponto é aliada de Deus (A imagem mítica centralizadora e geradora da moral geral) e obviamente filha do capital industrial patriarcal.
Venho buscando nos últimos anos encontrar formas de se projetar um design de outra ordem, inversa a todo movimento, algo que nos ligue profundamente a nós mesmos, ao ser profundo, e subjetivo, isso significa superar o EGO? A crise de projeto que o design passa é a crise do vácuo, aquele momento onde não somos subordinados mais ao EGO (A forma social e do capital) e precisamos nos projetar novamente como novos seres que tem que buscar algo primeiro conectados a si e depois cair em um grupo social que obrigatoriamente terá que ser diferente daquilo que temos hj.
Bem, redescobrir o corpo, suas possibilidades e conexões é importante, e a isso tenho me didicado, mas ainda assim é externo, é fora. mas são nossas ferramentas para experimentar estas mudanças, não sabemos nem os limites externos que nos empreginam, então um novo método pode surgir somando as observações sutís dos mecanismos do Ego e doque nos faz sofrer. Destas somas e sobreposições, nos designer teremos que extrair um novo método de projetar coisas, coisas em uma dialética Virtual (que lidará com o dentro e o fora, o atual e o potencial).
Ainda ñ tenho respostas, mas todo este esforço me parece uma alternativa viável e possível.
O ego é em primeira análise, aquilo que nos define enquanto seres individuais, porém ele é na verdade nosso eu social, nossa projeção daquilo que os outros definem quem somos, é a "forma" da sociedade imposta sobre nós. isso nos deixa sem espaço para o verdadeiro eu, aquele que surge do entendimento de que são falsidades, farças (CF. Flusser) que quando entendidas cmo farças se desfazem, sem mais problemas, no jogando diretamente em contato com aquilo que somos.
Bem, eu como ser vivente em dois universos que são aparentemente conflitantes, a publicidade e o Design (Design no modo sistêmico, ñ o Design que é ensinado em qq esquina ou em tutoriais e a venda no mercado Livre). Bem, é fácil entender a publicidade e como ela funciona em ambientes egocêntricos. Ela é por definição uma disciplina egocêntrica, lida com campos superficiais e estritamente funcionais da sociedade, lida com aquilo q é aparente e funcional para o organismo social.
Assim toda seu estrutura ida somente com superficialidades e é impossível para ela ser diferente disso, pois é uma ferramenta de formação social e moral. É inerente a sua estrutura buscar o uniforme. É socialista, pois alinha em sociedade e é contra qq forma de individualização, a pesar de dizer isto em seus slogans, mas busca um padrão homogéneo de conduta social. Neste ponto é aliada de Deus (A imagem mítica centralizadora e geradora da moral geral) e obviamente filha do capital industrial patriarcal.
Venho buscando nos últimos anos encontrar formas de se projetar um design de outra ordem, inversa a todo movimento, algo que nos ligue profundamente a nós mesmos, ao ser profundo, e subjetivo, isso significa superar o EGO? A crise de projeto que o design passa é a crise do vácuo, aquele momento onde não somos subordinados mais ao EGO (A forma social e do capital) e precisamos nos projetar novamente como novos seres que tem que buscar algo primeiro conectados a si e depois cair em um grupo social que obrigatoriamente terá que ser diferente daquilo que temos hj.
Bem, redescobrir o corpo, suas possibilidades e conexões é importante, e a isso tenho me didicado, mas ainda assim é externo, é fora. mas são nossas ferramentas para experimentar estas mudanças, não sabemos nem os limites externos que nos empreginam, então um novo método pode surgir somando as observações sutís dos mecanismos do Ego e doque nos faz sofrer. Destas somas e sobreposições, nos designer teremos que extrair um novo método de projetar coisas, coisas em uma dialética Virtual (que lidará com o dentro e o fora, o atual e o potencial).
Ainda ñ tenho respostas, mas todo este esforço me parece uma alternativa viável e possível.
domingo, 28 de junho de 2009
A era pós imagem (Leap of Faith)
Tenho me dedicado no últimos 18 meses a pesquisar novas formas de se projetar no design, de criar novos produtos para novas idéias que para mim são fundamentais a vida. Entre estas idéias a que me guia é a noção de termos sensibilidades não exploradas e muitas vezes desconhecidas. Dizem que ao invés dos 5 sentidos que nos deram, podemos ter mais de 30! O que abre as portas para projetar de maneira radicalmente diferente.
Bem, essa foi minha missão, saber o como lutar contra o império da imagem e do som, os dois únicos sentidos que são beneficiados em nossa sociedade.
Ok, como projetar algo para a sede? Para o enjôo? Para a fome?! ... Ainda ñ sei e nem sei se terei respostas algum dia. Mas a questão esta lançada. Nos e nosso corpo somos sempre MUITO mais do que aquilo que projetamos.
Mas hoje a tarde me vieram algumas idéias interessantes. Ja vivemos num mundo com outras sensibilidade apuradas e aguçadas. Vivemos já em um mundo onde o visual é relativo e subjetivo, a pesar de não nos darmos conta disso.
O visual, o "ver para crer" é uma herança do nosso Ilmo. Sr. Isaac Newton, ele nos colocou nesse universo de fenômenos do âmbito do visível, com ele aprendemos a calcular aquilo que víamos e o que não não era computado.
Quando a física passa a ser imaterial e a matemática é nossa linguagem única para explicar os fenômenos, imediatamente entramos em um mundo onde o visível é mera formalidade (Cria forma em um método.). Ver não é mais importante, damos um "leap of faith" um salto no escuro e o que nos retorna são coisas que não são mais da ordem do visível, do audível. São de uma sensibilidade oculta fora do nosso corpo, pertencente a um mundo de redes de signos a-verbais. São sentenças sem verbo que nos mostram um mundo magnífico e que transformou nossas vidas profundamente. Somos regidos por uma era pós-imagem, pós-significado, pós-material.
Já habitamos um mundo assim. E isso se dá ha uns 100 anos pelo menos e nossos projetos ainda tentam dar conta de "Layout", "formato", "cores".... Uhm...pera ai. projetamos para um mundo onde estas coisas já não fazem sentido. Eu mesmo como designer me sinto bobo e as vezes até acho graça, pois as pessoas se apegam a estas verdades visuais (Ou sonoras, ou de qq ordem que pense com essa mente antiga) como se fizessem diferença no mundo. Infelizmente para todos nós, inclusive para mim, não, elas não fazem diferença alguma (perdão Alexandre Wolner e cia.!).
É claro que as interfaces e o design gráfico vai continuar existindo para sempre, somos serem que percebem muito bem o visual, mas não é mais o "Projeto gráfico" o que importa, ele é somente uma forma de acesso a este mundo de um "Salto de fé" um salto no escuro em que não temos quem nos segure. Estamos inexoravelmente nos atirando no desconhecido e nos chocando contra probabilidades e o que colhemos disso nos atualiza em nossos campos visuais. Nossas imagens são agora subordinadas do oculto. Somos designers sem verbo, sem forma, sem lápis, sem nada. Abraçamos o infinito.
Bem, essa foi minha missão, saber o como lutar contra o império da imagem e do som, os dois únicos sentidos que são beneficiados em nossa sociedade.
Ok, como projetar algo para a sede? Para o enjôo? Para a fome?! ... Ainda ñ sei e nem sei se terei respostas algum dia. Mas a questão esta lançada. Nos e nosso corpo somos sempre MUITO mais do que aquilo que projetamos.
Mas hoje a tarde me vieram algumas idéias interessantes. Ja vivemos num mundo com outras sensibilidade apuradas e aguçadas. Vivemos já em um mundo onde o visual é relativo e subjetivo, a pesar de não nos darmos conta disso.
O visual, o "ver para crer" é uma herança do nosso Ilmo. Sr. Isaac Newton, ele nos colocou nesse universo de fenômenos do âmbito do visível, com ele aprendemos a calcular aquilo que víamos e o que não não era computado.
Quando a física passa a ser imaterial e a matemática é nossa linguagem única para explicar os fenômenos, imediatamente entramos em um mundo onde o visível é mera formalidade (Cria forma em um método.). Ver não é mais importante, damos um "leap of faith" um salto no escuro e o que nos retorna são coisas que não são mais da ordem do visível, do audível. São de uma sensibilidade oculta fora do nosso corpo, pertencente a um mundo de redes de signos a-verbais. São sentenças sem verbo que nos mostram um mundo magnífico e que transformou nossas vidas profundamente. Somos regidos por uma era pós-imagem, pós-significado, pós-material.
Já habitamos um mundo assim. E isso se dá ha uns 100 anos pelo menos e nossos projetos ainda tentam dar conta de "Layout", "formato", "cores".... Uhm...pera ai. projetamos para um mundo onde estas coisas já não fazem sentido. Eu mesmo como designer me sinto bobo e as vezes até acho graça, pois as pessoas se apegam a estas verdades visuais (Ou sonoras, ou de qq ordem que pense com essa mente antiga) como se fizessem diferença no mundo. Infelizmente para todos nós, inclusive para mim, não, elas não fazem diferença alguma (perdão Alexandre Wolner e cia.!).
É claro que as interfaces e o design gráfico vai continuar existindo para sempre, somos serem que percebem muito bem o visual, mas não é mais o "Projeto gráfico" o que importa, ele é somente uma forma de acesso a este mundo de um "Salto de fé" um salto no escuro em que não temos quem nos segure. Estamos inexoravelmente nos atirando no desconhecido e nos chocando contra probabilidades e o que colhemos disso nos atualiza em nossos campos visuais. Nossas imagens são agora subordinadas do oculto. Somos designers sem verbo, sem forma, sem lápis, sem nada. Abraçamos o infinito.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Seres ocultos
Este texto foi reeditado algumas vezes e o vídeo apresentado acima foi "encontrado" ao término da redação e basicamente da uma luz sobre minhas elocubrações sobre este assunto.
Não sei onde vi algo a respeito, mas sempre penso sobre como nós, humanos, podemos nos comportar regidos por forças invisíveis que nos organizam. Não, não estou falando de Deus nem Alá nem nada disso, estou falando de seres formados por conexões, criaturas invisíveis que nos agregam em grandes aglomerados e que nos usam para se manifestar.
Para simplificar o que penso é assim... Existem ideias, macro ideias, costumes, comportamentos que parecem estar além do toque indivíduo, coisas acontecem e somos nós, de carne e osso apenas processos do trânsito destas ideias. Assim criamos uma criatura que flui por entre todos nós e sobrevive ao tempo e a carne. Se adapta e se multiplica, se expande em escala global e se contrai até o nível individual, mas sempre atravessa qq barreira do tempo.
Poderia chamar isso de "conceitos" ,"idéias", mas isso é pouco....
Aquela sensação de unidade com o coletivo, a noção de "bando" que o Hakim Bay fala no livro TAZ. Para aqueles que já estiveram em um estádio lotado assistindo um show e em um dado momento todo o lugar se torna um único organismo.
Além disso, desta unidade percebida imediatamente, sinto que esta mesma coisa pode transitar em um nível acima de nós. Como organismos semânticos que tem o poder de viver além do tempo...
O nome dado que encontrei para esses seres é Meme, simpático!
Não sei exatamente do que se tratam e parecem mais uma ideia abstrata como por exemplo a língua, o bit. A pesar de serem muito presentes em nossas vidas, fluem por entre suportes e se atualizam sem nunca existir fisicamente.
Mas o sentimento de algo nos guiando e materializando em nossas mentes é muito real. A noção de termos uma conexão comum, um plasma que nos usa é bem presente. Estes seres feitos de pura informação tem uma capacidade absurda de atualização.
Para mim são eles a matéria negra da sociedade, aquilo que nos mantém unidos mas que é completamente estranho e intangível. Uma massa feita de dados, mas capaz inclusive de destruir a matéria. O sólido que se desfaz no ar.
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